A Madrugada 
                    
Há noites em que me entorpeço buscando a lua
E quando branca surge ela clareando-me o rosto
Anseio compreender, desvendar -lhe o gosto
Na madrugada fina, infinitamente linda e nua
 
Ai! De estrelas que cintilam suaves
E sob o céu, as cadentes são aves
Noturnas que se ostentam em riscos
Talhando o céu com dourados rabiscos
 
A imensidão é som, é suspiro conciso
De um coração que enlevado se sente
Sob o céu negresco, tablado, dormente
 
Silencio-me e me excedo celeste a admirar
E as estrelas que flamejam e faíscam contentes
Sobre mim são olhos sacros a me abençoar

      
                  
     *** imagens google***


AndreaCristina Lopes
Enviado por AndreaCristina Lopes em 05/07/2010
Reeditado em 31/03/2011
Código do texto: T2360521
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