Soneto n.152



No silêncio da madrugada,
viajam a solidão e o medo
anunciando (bastante cedo)
que a dor fará vil emboscada.

A noite desce, vem enluarada,
a pingar a luz pelo seu dedo
invadindo do chão ao rochedo,
-e a Alma que chora desolada.

Traz atados um amargor e o fel,
sem alívio e sem u'a explicação
que eu possa poetar neste papel.

A angústia assola, vem em vagas:
sacode e fere o meu terno coração,
sem que possa fechar-lhe as chagas!


Silvia Regina Costa Lima
9 de agosto de 2010





Obs: Soneto do 'eu-lírico' apenas.
 
SILVIA REGINA COSTA LIMA
Enviado por SILVIA REGINA COSTA LIMA em 27/08/2010
Reeditado em 11/11/2017
Código do texto: T2463383
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