PARADOXOS

Quando notei estava na frente dela
Vermelha, perfumada, rindo, quase
Toquei com delicadeza, a flor bela
O sangue jorrou no dedo, suave

Chorei pela ingratidão, meu afeto
Sorri admirando o autor da criação
Tela viva inspirando amor, afeto
Murcha, fenece ao toque da mão

É assim a natureza, me entristece
Da vida faz mistério, faz a glória
Ascende à luz, dá o brilho, enaltece
Craveja com a dor traz a inglória

Na ânsia da angustia, nasce espera
De tanto que não quis, amor quisera
                                        sonianogueira
Sonia Nogueira
Enviado por Sonia Nogueira em 24/09/2010
Reeditado em 30/09/2010
Código do texto: T2517986
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