AO CAIR DA TARDE

A lua levanta a cara

rente a capoeira seca,

a tarde morre tão fresca

a noite, menina clara,

nasce fria e consistente.

A beleza se experimenta,

a paisagem se ornamenta

com o sol dobrando o poente

sobre umas nuvens lilases.

Porquanto os entes noturnos

às sombras que se refazem

pelos caminhos soturnos,

débeis, frágeis e fugazes

vão começando seus turnos.

Enzo Carlo Barrocco
Enviado por Enzo Carlo Barrocco em 30/09/2010
Reeditado em 01/10/2010
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