PRIMEIRO SONETO DE AMOR

Quando você me olha, diz meu nome

me toca, me ilumina com seus dedos

e, como quem tem sede, quem tem fome

me abraça e faz perder todos os medos,

quando murmura as coisas que eu queria

ouvir da sua boca, bem de perto,

queria o tempo todo e não sabia

(ou não podia imaginar ao certo),

eu sinto então vontade de ser sua,

o corpo inteiro livre, a alma nua

no sonho bom de amar e ser amada,

e quero ser de seda e de veludo

pra repousar seu sono, pra ser tudo,

mesmo sabendo que não vou ser nada.

Cliz Monteiro
Enviado por Cliz Monteiro em 07/10/2010
Código do texto: T2542206
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