MISTÉRIO

Por que me sinto assim, tão desiludido,

Se de tudo me foi dado nesta vida?

Pelo mal –penso- jamais quedei vencido,

Pois sempre tive do bem toda a guarida...

De muito amor a m!alma é guarnecida

E reina a paz no meu peito agradecido...

Tenho a fé - raciocinada - na medida,

E sou poeta, este dom imerecido...

Que mistério, então, me põe em nostalgia

A cantar (assim) tão triste poesia,

Nesta dor que o coração me desarvora?

É que o vulcão que em meu peito andava em calma,

Rompeu-se em fogo no amor que estava n!alma ,

Reacendendo a paixão que eu vivo agora!

Midi: Sombras

Nelson de Medeiros
Enviado por Nelson de Medeiros em 31/05/2011
Reeditado em 21/08/2012
Código do texto: T3004318
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