SONETO DE AMOR

Quando te conheci, como saber?

Que amar doesse assim, como dói tanto.

A esse amor me entreguei e no entanto,

Sei que não sei se quero te esquecer.

Tentando a dor e a mágoa esconder

Às vezes refugio-me em qualquer canto,

Desabafando a dor, a irrigo em pranto

Que mais calma prossegue, sempre a doer.

Nem sempre o amor consegue-se entender.

Por que o amor é bom se faz sofrer?

Me deixando assim tão pensativo,

Seria talvez melhor então morrer?

Enquanto amando vivo sem viver!

E se deixar de amar, não sei se vivo!

CEZARIO PARDO
Enviado por CEZARIO PARDO em 17/08/2011
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