Quando do amor das Formas inefáveis
     No teu sangue apagar-se a imensa chama,
     Quando os brilhos estranhos e variáveis
     Esmorecerem nos troféus da Fama.
      
     Quando as níveas Estrelas invioláveis,
     Doce velário que um luar derrama,
     Nas clareiras azuis ilimitáveis
     Clamarem tudo o que o teu Verso clama.
      
     Já terás para os báratros descido,
     Nos cilícios da Morte revestido,
     Pés e faces e mãos e olhos gelados...
      
     Mas os teus Sonhos e Visões e Poemas
     Pelo alto ficarão de eras supremas
     Nos relevos do Sol eternizados!

                                            (do livro “Broquéis”)
 
 
Créditos:
www.biblio.com.br/
www.bibvirt.futuro.usp.br     
www.dominiopublico.gov.br 



João da Cruz e Sousa (Brasil)
Enviado por Helena Carolina de Souza em 26/11/2011
Código do texto: T3357895