Resposta II (A um poema de Rimbaud)

Por baixo de madeira dura escura jura

Pousa na pele e revele vele a que repele

Mera beira cheira a caveira que expele

Maneira queira bradar o doar que cura.

Chão de pilão na mão um cão tão são

Coração de leão no pinho o espinho

Linho do caminho agora sozinho

Bronzeia a tez na insensatez um vão...

Sapato no ato fato exato que desmato

Uma palavra lavra a ladra de amores

Nos arredores menores comemores.

Na tese pese e reze para ela voltar

E achar o apaixonar recriar ao voar

Inexato mato de volta ao relato.

Obs: Dedicado a noiva infernal de Rimbaud, a eterna musa dos verdadeiros poetas...

HERR DOKTOR
Enviado por HERR DOKTOR em 08/12/2011
Reeditado em 08/12/2011
Código do texto: T3378062
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