ULTRARROMÂNTICO

A Lua segue a noite... A luz depura

e aclara a solidão – fel dos meus dias.

Busquei-te em todo canto e, com candura,

clamava só por ti, mas não me ouvias.

Deixaste, sem aviso, a noite escura...

Amor, não entendeste o que eu queria?

Sufoco, tenho a febre que não curas,

e morro: – Vem juntar minhas mãos frias!

– (Distante, o meu amado segue a aurora

e deixo, aos borbotões, fluir meu pranto,

convulso, pela dor que me devora) –.

Tão só, na vastidão deste meu canto,

não sei o que será de mim agora,

porque te disse não, mas te amo tanto...

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