Eremita
 
 
 
 
 
A proveniência da violeta que brota
na terra plena desse charque
- húmus do vaso, do vale, do parque... -
é tua jóia rara, mas não te importas.
 
 
Renegas, tão casta, a chave da porta
por onde um raio virá enamorar-se
sob a lua sorrindo do teu sutil disfarce.
Mas é vão; todavia não te suportas.
 
 
Sequer a carne que desejas
- um doce licor de cerejas -
não verás na boca qual sabor
 
 
da taça, quando tinge e evapora
- mel, néctar, quem sabe se amora...
Qual lábio provará deste amor?





Milton Moreira
Enviado por Milton Moreira em 14/04/2012
Código do texto: T3612193
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