UM BEM

Eu hei de procurar-te, qual preciosa jóia,
Por toda madrugada, por toda minha vida,
Com todo engenho e arte, com garra e muita lida,
Rejeito o “Nunca” e o “Nada”, em ti o mim se apóia...

Não vou abondonar-te; tutano és; tutóia,
Estás aqui tatuada; és minha preferida;
Pois vives pelo ar; te agarro com garrida;
É bem aventurada a mente que em ti bóia...

Sem ti um gran vazio, parece dominar,
E essa grande ausência, deixa uma letargia
Ao peito e um breu; e o brio começa esvoaçar...

Esforço-me, porém com toda maestria,
Na hercúlea dolência, desse tergiversar,
Eu busco algum bem de ti ó Poesia!...



22/05/2012 – 2:38 

Gonçalves Reis
Enviado por Gonçalves Reis em 23/05/2012
Reeditado em 23/05/2012
Código do texto: T3683695
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