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Soneto da Dor do Amor

Jorraste meus fantasmas pela porta
Estarrecendo o gosto prometido
Da companheira vívida que aporta
Tragando meu martírio em vil gemido.

Minha alma transparente, a dor aborta,
E corta penetrante, o decidido
Momento de sangrar, por cava, aorta,
No sonho deste amor apodrecido...

Antúrios que plantaste nos canteiros
Trocados pelos lírios roxos, tétricos,
Os túmulos do amor são corriqueiros

Em quem serpente veste; viperina...
Escarras com teus risos sempre elétricos
E ao mesmo tempo, acode e me domina...
Betosantamarta
Enviado por Betosantamarta em 06/03/2007
Reeditado em 06/03/2007
Código do texto: T403308


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Sobre o autor
Betosantamarta
Espera Feliz - Minas Gerais - Brasil, 38 anos
25 textos (930 leituras)
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Betosantamarta