Laivo de Lágrimas

Meu rosto com meu doce pranto inundo,

arranhando um laivo, álgido resquício,

marcando estradas que tornam-se em vício,

nó de caminhos para um choro mais profundo.

Que cai como se nele desabasse o mundo

condenando-me sempre a interior hospício.

A alma a padecer em tristonho suplício,

pelo sentir eterno do coração imundo.

E vaga perdido o caráter errante,

em busca de um novo e digno início,

aguarda do sol a luz bela, brilhante...

Que no ocaso dormiu, sem deixar indício.

Mas, é esperado cada hora, cada instante,

no choro doce, oferenda e sacrifício !

Maria
Enviado por Maria em 18/03/2007
Reeditado em 09/10/2008
Código do texto: T417499