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Prantos Mudos

A lágrima que cai sem ser notada
É o feto do poema nunca escrito
Que escorre lentamente na calçada
Não tendo mais a chance do seu grito.

O choro em todo aquele que é aflito
É a música escondida em dizer nada
Que fala muito mais que aquilo dito
E sempre é na poesia mais usada.

Se todos escrevessem os seus prantos,
Tornando suas lágrimas em cantos
O mundo entenderia seus poetas.

As vozes que agora são caladas
Pelos passos que ecoam nas calçadas
Seriam, na poesia, sempre metas.


 
Bruno Philippsen
Enviado por Bruno Philippsen em 16/08/2005
Reeditado em 31/08/2005
Código do texto: T43032


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Sobre o autor
Bruno Philippsen
Passo Fundo - Rio Grande do Sul - Brasil, 35 anos
82 textos (5782 leituras)
2 áudios (68 audições)
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Bruno Philippsen