DEIXEI DE SER POETA!

"O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.”

(Fernando Pessoa)

DEIXEI DE SER POETA!

(Jorge de Oliveira)

Se o poeta é esse sonhador,

Que inventa um amor e nele insiste,

Como se esse amor já existisse,

A ele se entregando com ardor;

Se o poeta é mesmo um fingidor

Que sente a sua dor como fingisse

A dor que realmente nele existe

E geme em versos tão estranha dor;

Se o poeta, enfim, é tudo isso,

Um ser nesse o estado fronteiriço

Entre o sonho e a loucura mais completa,

Por ter o teu o amor tão desejado

Que não é sonho e nem é inventado,

Confesso que deixei de ser poeta!

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DEDICATÓRIA:

Soneto dedicado a minha esposa DENY, sem a qual

não haveria em mim qualquer inspiração.

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Jorge de Oliveira
Enviado por Jorge de Oliveira em 24/08/2013
Reeditado em 08/09/2013
Código do texto: T4449356
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