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Soneto da separação.

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

VINÍCIUS DE MORAES.
Arcanjjus Negrus
Enviado por Arcanjjus Negrus em 06/11/2013
Código do texto: T4559223
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Arcanjjus Negrus
Pinhais - Paraná - Brasil, 37 anos
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