REMINISCÊNCIAS
DE UM NOVEMBRO



Remêmoro de seu terno olhar febril
Daquele novembro de corpos incandescentes...
Enferma de amor rogava beijos mil
Ao canto de etéreas harpas indecentes.

O sol, daquela tarde confinados, doentio;
Queimava sem piedade a nossa lascívia...
Revivo alucinado à sangue frio:
As mãos que tocavam sua nudez benigna.

Ah, Reminiscência doce, te fazes tão má...
Ao passo que me levas ao céu, és também,
A infeliz mentira que semeia a dor

Num túnel do tempo que aniquil' a flor
Esquecida na primavera incolor; aquém
Daquele novembro, que jamais voltará.

 
 
Professor Daniel Silva
Enviado por Professor Daniel Silva em 03/03/2014
Reeditado em 20/10/2014
Código do texto: T4713117
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