UM AMOR ETERNO II

Lá, quando deste pobre trovador

Que a tristeza e a desilusão veste,

Só uma torpe e vil podridão reste,

Em rasa cova, sem qualquer valor.

Lá, onde tudo só termina em dor,

Onde o frio vento açoita o cipreste,

Que geme e chora este amor inconteste,

Que por toda a vida foi meu senhor.

Lá... tuas lágrimas, não quero vê-las,

Antes, olhai aos céus nossas estrelas,

E sorria, pois contigo estarei.

Pois eterno é o que nos foi dado,

Este grande amor nunca consumado,

Que em minh'alma pra sempre... levarei!

Aprendiz das Letras
Enviado por Aprendiz das Letras em 17/07/2014
Reeditado em 23/07/2014
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