DA IMAGINAÇÃO À REALIDADE

É uma brisa podia ser só imaginação

De quem tem ainda muita coisa por dizer

E resgatada a palavra à sua devoção

Há ainda quem se entregue por não saber mais o que fazer.

Murmurejar de águas mais ao longe – encandeadas

No espaço-tempo em que o farol se anuncia

E vai por sobre as vagas ora agora sombreadas

Onde a luz se omite e uma e outra vez se alumia.

Vejo em toda a largura de meus olhos o ameaço das águas

Que trazem presos barcos e pescadores

Pedindo aos céus a bem-dita e desejada bonança.

Mas como se o mar ainda está carpindo suas mágoas

Se os homens não sabem nadar – prevaricadores

Se se fizeram ao mar sem cumprir sua rígidas alianças?

Jorge Humberto

02/11/14

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 24/11/2014
Código do texto: T5046871
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