DORES MORTAS - Poesia nº 34 do meu primeiro livro "Em todos os sentidos"

Ah, dores!... Que me vestem tão pesado

Por dentro, esses meus erros do passado;

Deixem meu ser ao menos respirar,

A engolir no ar, as culpas pra matar...,

...Esse eu, tão lentamente assim, por pena!

A minha vida ali jaz tão pequena,

Que o meu coração, já não mais entendo,

Nesta carcaça que se vai..., morrendo!

Que tu, deste destino não conviva!

Eu nada mais encontro o que me aviva...

Não viverei pra quem deixo saudade!

Pois, se ter glória não foi minha sorte,

Não culpe a alma, o nosso passaporte,

Que nos punirá pela eternidade!

Eduardo Eugênio Batista

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Setedados
Enviado por Setedados em 14/05/2015
Reeditado em 14/05/2015
Código do texto: T5241062
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