O amor vampiresco

Em ti do grito vil com tanto horror perverso,

Embeleza e lateja o coração humano

Como o amor putrefeito e a precisão por dano...

Tu que sentes o peito aberto igual ao verso.

Ah que tanta porção entre o fel do Universo!

Quem mordes o pescoço horroroso em cada ano,

Além do sentimento atro, lúgubre e insano...

Vão-se o romance puro e o cemitério imerso.

Que o cadáver sangrento ainda se atormenta,

Visceralmente feio e morto nos odores

Com dentes do fedor e podridão atenta.

Quanta festa do mal e da casa perfeita!

És vampiro querido e jovem, nunca chores...

Julieta - a vampira amorosa que aceita.

Autor: Lucas Munhoz - (20/08/2015)

Lucasmunhoz
Enviado por Lucasmunhoz em 20/08/2015
Reeditado em 30/08/2015
Código do texto: T5353465
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.