BENDIGO TUAS MÃOS

Bendigo as tuas mãos aveludadas

Que, em tantos gestos, só faltam falar;

Mãos que às minhas mãos entrelaçadas,

Deus assim fez tão frágeis para amar.

Bendigo as tuas mãos tão delicadas,

Tão dadivosas ao me consolar,

Quando na vida as duras caminhadas,

Roubam-me a fé e querem me parar.

Bendigo as tuas mãos que, ternamente,

Tentam mostrar a mim tão claramente

O curso sinuoso do caminho...

E, carinhosas, num zelo discreto,

Abrandam minha dor com puro afeto,

A me mostrar que não estou sozinho.

(Soneto dedicado a minha

amada esposa Deny).

Jorge de Oliveira
Enviado por Jorge de Oliveira em 02/11/2015
Reeditado em 03/11/2015
Código do texto: T5435635
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