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Soneto Glacial

Ardia em meu peito o amor,
Na intensidade da explosão atômica;
Na doçura com que o colibri beija a flor...
No furor da alma indômita.

E porque ardia, dei-me de coração,
Entre o bailado da lascívia
E a loucura da paixão...
Qual ao alçapão, se dá a cotovia.

Entretanto, calei em mim tal ardor...
Eu que no amor me fiz de mar,
Emudeci, parei de amar e de sorrir...

Vagas de ciúmes me fizeram calar,
Tornar-me glacial... Preferi.
Sequei, qual seca o botão da flor.



Antonio Rey
Antonio Rey
Enviado por Antonio Rey em 14/07/2007
Código do texto: T564850

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Sobre o autor
Antonio Rey
Riachão do Jacuípe - Bahia - Brasil, 64 anos
7 textos (218 leituras)
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Antonio Rey