Tsunami

Se já não posso tocar-te os lábios, com meus dedos.

E envolver-te em meus braços,

que lhe toque, com meus versos em arremedo

e te envolva com a bruma, do meu sonho em descompasso.

Serena a sina dos que não travam com a vida

duelo vil. Sem louvor, sem esperança.

Quisera fossem as conquistas compartidas,

aternativa, ao tsunami de lembranças!

Que onda após onda me arrasta

ao cemitério dos desejos insatisfeitos.

Museu das palavras, sorrisos, trejeitos!

Oh, Tempo..., odioso deus iconoclasta,

persistirei adorando teu altar deserto,

qual o náufrago à boia, em mar aberto.

Fonseca da Rocha
Enviado por Fonseca da Rocha em 24/08/2016
Código do texto: T5738981
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