A um amor que se foi


Tu bem sabes o quanto e tanto te amei um dia,
Tempo que em teus braços encontrei a felicidade,
Transformando juras efêmeras em eternidade
E nosso amor, no entanto, em dolentes poesias...

Tu bem sabes das tantas e quantas tardes baldias,
Tornadas noites de amor em teus braços e regaço,
Perdemo-nos céleres a divagar pelo infinito espaço,
A encontrar no gozo sublime a suprema filosofia...

Do tudo que então construímos, vê-se, nada restou,
Somente poucas lembranças, guardadas como trilha
De um caminho percorrido por quem tanto amou...

Realmente, pouco importa sabermos que uma estrela
Distante já morreu há anos luz, se ela ainda brilha
No mais recôndito de nós e ainda podemos vê-la...
LHMignone
Enviado por LHMignone em 12/09/2016
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