Na presença de um anjo quando estou,

Na presença de um anjo quando estou,

Preso a fios capilares teus, divinos,

Ó meu anjo até mim se rebaixou,

Eu me perco, tentado, dos caminhos...

Uma ladra, roubaste meus sentidos

Com a voz protetora, maternal;

E inimiga de tudo que há de mal,

Tu livraste um coitado dos perigos...

Ó morena da pele quente, limpa!

Por favor, tu me tenhas quanto antes

Ou me viro mais um de tantos Dantes:

Só, distante, sem minha dos Céus vinda,

Obrigado a sofrer com tuas lembranças,

Um cadáver a mais sem esperanças...

16/5/2017

Malveira Cruz
Enviado por Malveira Cruz em 10/06/2017
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