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O TEMPO DO RELÓGIO

Marcam na pele os sulcos os anos
Segue os ponteiros na mesma direção
Correndo sob a partitura dos planos
Alinhavando com a linha vital o bordão


Enfeitando a areia do tempo com as cores
Da vida, do amor, da juventude libertária
De viver num mesmo patamar de amores
De reviver na poesia a nostalgia solidária


Refletindo o nosso semblante no espelho
Visualizando nos sulcos as experiências
Trazendo para si a tradução da maturidade


Indo contra o tempo aceitando o conselho
O de apurar no tempo as coincidências
De que com o sábio tempo se vai a tola vaidade...


(Simone Medeiros)