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Dueto

Há noites mais compridas, do que, de costume,
Nas quais, o sono foge da gente,
Então, vem à solidão sem perfume,
E o galo, não canta contente.

Nessas noites, as horas passam devagar,
E a imaginação transforma tudo;
Transforma a cama em mar;
Transforma o sonho, em criado mudo.

Nesta noite, escrevo este soneto,
Mostrando, como ela é importante,
E a convidando, para um dueto;
Para fazer ninar, meu sono errante.

Quando a noite é encantada, logo o galo canta;
Logo a aurora chega, e tudo desencanta.



Gilmar Queiroz
Enviado por Gilmar Queiroz em 28/08/2007
Reeditado em 31/08/2007
Código do texto: T627213

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Sobre o autor
Gilmar Queiroz
Laranjal do Jari - Amapá - Brasil, 41 anos
250 textos (4758 leituras)
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Gilmar Queiroz