INJÚRIA DA ALMA

Ela mergulhou numa noite interminável

Sozinha na penumbra, nada reconduz.

Submundo enegrecido, desejo insaciável;

Onde a vida é apenas um fecho de luz.

O vento invernal tocava-lhe funesto.

Seu tempo que não condiz a tua época.

Presa nos grilhões dum inferno devasto;

Onde obras infernais, tua boca evocas.

Teu espírito clamando por libertação

Vertendo sobre teu corpo o gozo fértil;

Concebendo o consolo do teu coração.

Enquanto a aurora aproxima fenestra,

Teus olhos pérfidos se fecham pro céu

Envolto por injúrias duma alma idólatra.

Cristina Milanni
Enviado por Cristina Milanni em 23/06/2018
Reeditado em 26/06/2018
Código do texto: T6371755
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.