O CHORO DO POETA

Quando vejo alguém excluído

E escuto o estrondoso ruído

De um estômago vazio

Sinto um forte arrepio

E o choro do meu coração, esguio.

Assisto o descaso à terceira idade

E recuso essa maldade

Que meu coração repulsa

E classifica de covarde.

Vejo uma criança abandonada

Lançada ao mundo à própria sorte

É quando sinto bater forte

As pancadas assustadas

Dessa “morte.”

Sinto o crescer da violência

Não aprendi a suportar a prepotência

E choro muito quando vejo

O corromper da inocência.

Luciênio Lindoso.

Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 22/08/2018
Código do texto: T6426163
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