Acabou-se a história e morreu a memória

Era história, ciência, era arte humana,
Era vida-memória, seres tantos,
Distantes deste tempo, longos anos,
Que nas chamas arderam tal romana.
 
Em uma vista nada bem quintana,
Sob olhos de Cristóvão, entre santos,
Museu Nacional queimando em prantos,
Triste fim da ciência americana.
 
Palácio da família imperial,
A paleontoantropologia,
Face prima do crânio de Luzia.
 
Os fósseis de mais nenhum animal...
Foi-se o Muiraquitã, sapo lendário,
Sem herói que o resgate, mano Mário.