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LIVRE ARBÍTRIO - soneto

LIVRE ARBÍTRIO
Lílian Maial


A dor da poesia é conhecida,
não há chaga no mundo tão cantada.
Poeta é talho e cura da ferida,
seu verso: uma poção envenenada.

Poema é peste, é praga contraída,
nas noites sem luar, de madrugada;
é a bênção que me torna absolvida,
palavra que me trai, desenganada.

Querer ou não querer não vem ao caso,
não tenho esse poder e nem queria
ser dona do destino dessa pena.

A rima é que me escreve, por acaso,
me elege na tristeza ou alegria,
liberta o coração ou me condena.

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Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 01/11/2005
Reeditado em 01/06/2006
Código do texto: T66162


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Sobre a autora
Lílian Maial
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