SONHOS DE PAPEL

Um dia, ela chegou tão de repente,

Com ares de quem fosse tão fiel,

E eu me entreguei assim tão inocente,

Achando que a terra fosse o céu.

E, então, ela me amou tão docemente,

Como se eu fosse assim como um troféu,

E eu me entreguei perdidamente

Aos seus amáveis sonhos de papel...

Mas, um dia, ela me disse friamente,

Que não me amava mais, tão displicente,

Como se o meu amor fosse um labéu...

E, um dia, ela se foi tão renitente,

Transformando meus risos simplesmente

Num temporal de lágrimas de fel.

Jorge de Oliveira
Enviado por Jorge de Oliveira em 12/05/2019
Reeditado em 12/05/2019
Código do texto: T6645352
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