HOMENS DE FLORES

As acácias amarelas sobre meu corpo nu;

Fez-me sentir o teu perfume de alcatrão;

Envolvi-me pelo cheiro do adônis em tuas mãos;

Que sempre falava-me refrões de amendoeiras.

Estávamos a nadar pelas alteias das sensações sem fim...

Em aramas de begônia num jardim enluarado;

Porque tua imagem é-me calla branca em céu;

Em brisa de cravina em beijos de delfínios.

Sempre fostes um suor derramado em frésia;

Colorindo meus dias nos girassóis em movimentos;

Para em ninho me sentir o homem de gerânio.

Tu. Ò, tu! Não fiques exasperado pelos cravos;

Estarás sempre no meu jardim de jacinto;

Pelo simples fato de teres em ti, um jardim eldorado.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 17/11/2019
Reeditado em 18/11/2019
Código do texto: T6797265
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