ESCUMALHA DESUMANA

Numa senda ao fim do poço

Segue a escumalha sangrenta.

A pandemia mais aumenta

– E haja gente com tal troço!

Se economia mais importa

Que saúde e gente viva,

Nessa escolha alternativa

Está escancarada a porta...

Conclamando o ser calado,

De sorriso morto e inválido:

– Trabalhar morrendo rápido

Ou lento morrer parado?

Lavar as mãos nesse mangue

É, sim, lavá-las com sangue.

Salvador, 11/05/2020.

Oswaldo Francisco Martins
Enviado por Oswaldo Francisco Martins em 14/05/2020
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