ARAUTO

Eu vejo, do crepúsculo, a presença

E me assalta um quê de nostalgia,

Meu verso insiste em ser a letra fria,

Representante vã da indiferença,

A descrever, com marcada ironia,

O estado d'alma que, como sentença,

Ecoa em minha mente, que não pensa

Senão nessa fugaz melancolia,

Arauto insofismável de um momento

Que quero compreender e não consigo,

Qual tivera um vazio no meu peito,

Fruto d'algum prazer, ora desfeito,

Que um belo dia veio a ter comigo

E foi-se, mas ficou no pensamento.

Bom dia, amigos.

Ótimo fim de semana, Deus os abençoe. Bem-vindos à NOSSA página.

Obrigado, Jacó, pela magnífica interação.

O DESAFIO DA SANIDADE

Somos um universo de alta complexidade,

Que precisa um milagre, pra ter equilíbrio...

Se variar um hormônio lá se vai o arbítrio...

E valores invertidos disparam calamidade...

A insegurança explícita trava os sentidos,

Interfere nas glândulas, e forja comandos...

O cérebro obedece e o corpo atropelando,

Executa a tarefa, com teor comprometido...

A educação inapta e carente de objetivos,

Somada a tecnologia, em uso equivocado,

Nos jogos violentos no comercio liberado,

Afasta a realidade que nos faz produtivos,

Afunda em fantasias e sonhos deturpados...

O desafio da sanidade está sendo minado..

(Jacó Filho)

Mario Roberto Guimarães
Enviado por Mario Roberto Guimarães em 13/06/2020
Reeditado em 13/06/2020
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