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POLICHINELO

Ao Heitor Villa-Lobos, in memorian

Quando o meu sentimento for lavoura,
e as lágrimas de âmbar e de safira
lavarem o meu pranto e a minha ira,
decerto há de brotar a luz vindoura.

Quando a flor da minha tristeza murcha
e os rios da raiva perecedoura
deságuam no abismo, a Grande Vassoura
varre todos ao caldeirão da bruxa.

O preto esfumaçado é o meu escudo!
A risada feroz é o meu elmo!
Ébria felicidade é o meu haxixe!

Meu sono é uma montanha, e sobretudo
a inveja brisa é fogo-de-santelmo
que assusta ao tolo e à boneca de piche.


Marcelo Moraes Caetano
Enviado por Marcelo Moraes Caetano em 18/10/2007
Código do texto: T699806

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Sobre o autor
Marcelo Moraes Caetano
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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