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A suprema lei

Edifiquei celas em plena mocidade
Lançando-me aos lobos da alcateia,
Fui operário mais raso da colmeia,
Fui manhã sem nenhuma claridade.

Apresentei-me em palcos sem plateia
De palmas mudas sem sonoridade,
Com requintes sórdidos de crueldade
Fui posto à margem e na boleia.

Sonhei com infinitos ao cair do dia
Saltando astros e sóis que me alumia
E acordei chorando, só e fatigado;

Mas foi numa lua qualquer em que pisei
Que Deus me revelou a suprema lei
Dos que já nascem nesta vida condenados.
marcelo ferraz
Enviado por marcelo ferraz em 19/10/2007
Código do texto: T700920

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Sobre o autor
marcelo ferraz
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
42 textos (734 leituras)
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marcelo ferraz