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Pândega da morte

Só me restou isso: vontade e chorar
Lampejos fúnebres da mi'a agonia
Amor ermo, doce vil ironia
Dor retesada por somente amar

Tarde... tarde demais para falar...
Que amor infindo, e zelo eu lhe daria
Que na mais intensa aurora, riria
Vendo meu amor por ti, no céu, a bailar.

Na atmosfera que dou fétidos sorvos
Há, palpitando como uns grandes corvos
N'uma lápide sombria que moureja.

Morcegos, eu, um violão, uma trova
Farfalhando com volúpia, na cova
Pois lá, a volúpia na farra lampeja...
Cardoso de Figueiredo
Enviado por Cardoso de Figueiredo em 01/08/2020
Reeditado em 01/08/2020
Código do texto: T7023247
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cardoso de Figueiredo
Patos - Paraíba - Brasil, 17 anos
88 textos (1404 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/08/20 09:37)