Declamação de um soneto

Do centro de um coreto

O poeta declama um soneto

Com versos simples e diretos

Acerca de sonhos vívidos e concretos.

A multidão que passa, para e ouve

Atentamente, espanta-se, pois nunca houve

Na cidade um poeta corajoso,

Teve crítica por não ter métrica nos versos (espantoso!).

O poeta sonha com o dia

Em que haverá mais gosto pela poesia.

Quem não imagina a inspiração atrofia,

É preciso devanear nesta realidade atroz,

A frieza, o ceticismo agem como algoz

Tenhamos calma, andemos em vagareza veloz.

04/09/2020

Miguel Rodrigues
Enviado por Miguel Rodrigues em 04/09/2020
Código do texto: T7054463
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