Mundo desasido dum sentir.

Num mundo real feito do irreal e amorfo.

Se faz presente uma espinhosa liquidez.

Onde o ser é na animalidade antropomorfo.

E o ser humano navega na insensatez.

E num mar de baixas emoções são,

Seres que se submete a leda indiferença.

E já não difere sentimento de emoção.

Troca amor por paixão, fé por crença.

Não só não sabe o que vive ou sente,

Como ignora que não saber viver ou sentir.

E na relatividade segue a perder o presente.

No passado dum futuro que há ou não de vir,

Num mundo líquido de água quente fervente.

Que ferve corpo e queima da alma o seu luzir.

(Molivars).

Molivars
Enviado por Molivars em 12/11/2020
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