DE JARDINEIRA

Meu destino sempre foi o pecar;

E, pelos caminhos tortuosos, pecar...

Alimentar minha fúria em bruma;

Num resplendor de luzes a piscar!

Ó caminhos, que a brisa avisa em sopro;

O que o vento me traduz em meu corpo;

Lascivamente, o que me engana por prazer;

Na dor de te ter no seio do vento dessa andança.

Assim, caminho entre florestas da minha solidão;

Sem nenhum temor de me doar em carne;

O que sou em esquinas deserta n'alma à pagar.

Para que eu pensar no amor se ele mente;

Castigando o meu universo colorido em prazeres;

Com pinceladas de felicidade nua?

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 22/11/2020
Reeditado em 22/11/2020
Código do texto: T7118111
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