soneto da eterna janela

sempre serão janelas

da praia distante à praia

próxima e também telhados

o sino o áspero resgate

o eclipse do horizonte

entre árvores e pássaros

e então antenas e o cume

do que foi babilônia babel

e hoje é só lembrança

gaiola de busíris onde

o mestre nasce onde

o mestre morre e a serpente

é derrotada e a estrela desce

na janela que se torna porta

Francisco Zebral
Enviado por Francisco Zebral em 08/12/2020
Reeditado em 08/12/2020
Código do texto: T7130412
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