Você logo será esquecido, quando morrer.
Mais depressa que uma nuvem passageira.
E não importa que durante sua vida inteira,
Tenha feito qualquer coisa para aparecer.
 
Nenhuma vida excede a própria existência:
Sabendo disso, porque se levar tão a sério
Se todos nós iremos parar num cemitério,
Com uma plaquinha por única referência?
 
Nós somos como letras escritas na areia,
Que o mar, inclemente, com elas some,
Naturalmente, quando vem a maré cheia.
 
Fútil é a fama em vida, e na morte a elegia,
Pois de todos nós, o que resta é um nome,
Que agora, nenhuma voz mais pronuncia.