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Soneto em preconceito

Que manto esse a recobrir a rua,
De névoa escura e o branco perde o posto.
Que manto esse a me causar desgosto,
Quando contemplo a sua face nua.

Manto de gosto dúbio, ignomínico, roto.
Manto tecido com linhas frágeis, fibras cruas.
Tinto de vômito bêbedo, lôbrego, de arrotos,
Que, viciosa e indecorosa roupa abutua.

Cruzo de lado quando vejo a cena sua,
São cães sarnentos farejando fêmea em cio,
Cães vagabundos, cães imundos, arrepio.

Mudo de ânimo, nauseante à voga suja.
Tais atitudes abomino e me avio,
Eu me evito de bebuns, damas não lúcidas.
Arpejo
Enviado por Arpejo em 31/10/2007
Código do texto: T718353

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
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