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PEREGRINO DO AMOR

Aventurei-me a procurar, querida,
Por todo canto, o teu olhar brejeiro,
O requebrar, o riso feiticeiro,
A pele seda, tátil margarida...

Em cada rua, esquina ou avenida
A prescrutar, sincero e interesseiro,
Peregrinava à noite e o dia inteiro,
Sem olvidar o trauma da partida!

Como uma estrela, em luminosidade
Riscando o céu, veloz, em desatino,
Deixou-me, na cruel escuridade  

E agora como um tolo peregrino,
Te busco, amor, no cerne da saudade -
Para aplacar a dor do meu destino!


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Interação do poeta SOLANO BRUM. Grata!

PEREGRINO

Vivo a indagar a um e a outro, por onde andas;
Quais caminhos pisam esses seus pés ligeiros;
Às areias brancas da praia, ao mar, suas ondas
Indago; até aos céus dos albatrozes altaneiros! 

Pescadores retornando nos barcos pesqueiros
Decerto, trarão notícias tua, d'outoras bandas;
Ao vento que, ulula nas folhas do coqueiro
Eu indago, mas, ninguém sabe por onde andas!

Tornei-me, nesss busca, um pobre peregrino
A tropeçar pelos caminhos, sem sul nem norte,
Pressagiando um final triste ao meu destino...

O fato  é que, nunca perdi no jogo, até então...
Só no amor que, não consigo entabular a sorte,
Mesmo que seja para me por a rir da situação!

 
Aila Brito
Enviado por Aila Brito em 12/04/2021
Reeditado em 21/07/2021
Código do texto: T7230080
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