A CADA POETA E POETISA

Tomarei a liberdade em comparar-te: tu serás primavera.
Como ruas e campos coloridos e alegres, belezas raras!
E àqueles a quem se depara; com êxtase n’alma refrigera.
Tal e qual a visão do lindo voo e do canto das araras.

Enquanto folhas caem, surgem verdes, outras esperanças...
E as muitas flores coloridas, teus sorrisos e encantamento,
Primavera tu, sucede o inverno, trazendo-nos temperanças.
Tão natureza! Tão natural! Teus versos e tu, complemento!

E mesmo com teus momentos tristes, alagamentos do inverno!
A beleza de tu’alma poética nunca no tempo morrerá,
Porque tu, primavera, suscitará em todos nós, um tempo eterno.

E, se quando chegar o verão, porventura, alguém se esquecer de ti,
Nestas linhas lembrarei a todos, que tu não poderás morrer,
Porque sem ti, o inverno e o verão, não poderão, jamais, existir.

                                                                                             Ênio Azevedo

 
Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 15/04/2021
Reeditado em 15/04/2021
Código do texto: T7232446
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