Relicário de perdão

Quem descuida de arrancar

Os espinhos revoltos da mente

Logo passa a sangrar

De modo mais veemente

Onde há pássaro ferido

Atrelado a voo solitário

Em seu coração dorido

Arde amargo imaginário

De espinhos fizeram a coroa do Cristo

Não convém esquecer-se disto

Os que já não tinham compaixão...

Chega de embrenhar-se nisto

De não querer-se bem quisto

Delibera a si perdão!

Limaya
Enviado por Limaya em 02/05/2021
Reeditado em 17/09/2022
Código do texto: T7246836
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