FATAL ENREDO

Pena sofrida, velha companheira minha,

Doce arma que me não serve de defesa,

Não deixes que o silêncio te mantenha presa,

Corre o papel, a que preenchas cada linha...

Usa a favor do bem o teu porte de alteza,

Para dizer do que se passa ou se avizinha

Como se foras a vidente que adivinha

O que virá tomar minh'alma de surpresa...

Mas sê fiel, guarda contigo o que é segredo -

O que sinto e não posso partilhar jamais,

Deixa estar nos recônditos do coração...

Expõe ao mundo todo em forma de canção

O forte sentimento que me tira a paz,

Tornando em poesia esse fatal enredo.

Bom dia, amigos.

Ótimo domingo, Deus os abençoe. Bem-vindos à NOSSA página.

Obrigado, Helena, pela belíssima interação.

MAL DE AMOR

Escondido, não sabido,

ó Senhor, por que assim?

Pecador arrependido,

peço perdão para mim.

O que sinto não o digo,

eu o guardo, aqui, comigo

segredo de amor, seu doutor.

Dói demais dentro do peito,

tá na casa do sem jeito.

Quem sabe, talvez seja castigo.

(HLuna)

Mario Roberto Guimarães
Enviado por Mario Roberto Guimarães em 15/08/2021
Reeditado em 15/08/2021
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